20/07/2012

A dor que senti!


Aquela dor que eu sentia me tomou por inteira
E ofuscou o meu olhar, destruiu minha alegria
Transformou meu riso em dor fez murchar minha esperança
Emudeceu o meu canto, encobriu a luz do sol
Escondeu a luz da lua deixando minha alma nua
Entrou sem pedir licença
Tão cheia de autoridade como quem tudo pode
Sem dó e sem piedade tornou minha alma vazia
Incorporou em meu ser tristeza e melancolia
Aquela dor que eu sentia era tempestade arrasadora
Transfundiu o meu caminho em total escuridão
Fazendo sua morada em meu coração
Ah, aquela dor que eu sentia
Que meu credo destruiu se foi na nuvem do tempo
Levou todos os seus pertences deixando a casa vazia
Mas hoje, a casa vazia é paz e muita alegria
Tem um novo inquilino que se chama minhas memórias
A dor que guardo não a guardo por querer
Esta dor tem o sentido de fazer com que eu me lembre
De que um dia alguém também me fez sofrer
Os sonhos que todos teen são os meus sonhos também
Ninguém sabe para onde eu vou nem de onde venho
Só quero encontrar um coração e nele fazer morada
Como na vida e no trabalho já não posso com o peso nos meus ombros
Carregar a infelicidade já não me comporta mais
Quero poder dividi-la e transformar este fardo em outros fatos
Que pudessem fazer-me ver o outro lado do espelho
Onde antes me vi refletida sorrindo cheia de felicidade.

A demora!

O tempo passou
Houve a demora eu sei
E embora nenhum dia tenha sido esquecido
E o cenário esteja como a última vez
Faltou você
Talvez a ausência da saudade
Ou a esperança abatida
O fato é que a despedida mudou rumos
Mudou vidas
E o retorno tão sonhado
Pintou um cenário diferente
Não existe reencontro
Quando um está ausente.

Aos poucos!


Aos poucos vou digerindo
Minhas magoas que por vezes
Fez-me tremer nas bases onde
Construí de forma errônea
Os alicerces de uma falsa pirâmide
Que veio a ruir com o tempo
Fiz alusões aos deuses enquanto
O meu coração clamava pelo profano,
Que de alguma forma pressentia o caos
Que se estabeleceria e oxidaria as minhas entranhas
Na periferia da Minha alma inquieta, as paixões
Confundiam-se com os prazeres
E as dores se precipitavam como espinhos
Que ardilosamente crepitavam no meu coração
Fiz de mim o meu próprio algo
Ressentida peço socorro
Para restabelecer a dualidade
E manter o equilíbrio entre o bem e o mal.