03/05/2012

Simplesmente!

      Eu não quero me inspirar em nada eu quero ser a vítima da inspiração capturada
Não quero procurar em volta algo para escrever, sonhar ou esquecer
Não quero ser pega de surpresa ser fruto de súbito criar
Não pretendo esperar o olho brilhar
Anseio por sentir algo mais forte e fiel do que enxergar
Espero pelo vulto de insensatez que consiga me arrastar
Que me faça largar tudo por um instante
Para me saciar a irresponsabilidade involuntária
Ainda não chegou
Não senti a batida do desespero por algo que não tenho
Sei que existem mil saídas para escapar e não pretendo deixar o movimento do mundo
Só quero adquirir o instinto de saber quando a vontade for mais forte
Voar